sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Atitude hipócrita

Hipocrisia. Foi dessa forma que agiram a maioria dos alunos da Uniban, em São Bernardo do Campo-SP. Tudo porque uma jovem estudante de turismo foi para a universidade vestida com uma roupa que ressaltava seus atributos físicos,e foi hostilizada por vários alunos. Eles pareciam presos fazendo uma rebelião nas celas. Uma atitude de gente desequilibrada.


Muitos internautas estão chamando a instituição de "Unibambi", criticando que os rapazes que frequentam essa universidade não gostam de mulher, ou seja, são gays. Bambi é o apelido que os são-paulinos receberam pelas torcidas dos outros clubes.

Francamente, não vejo motivo para alardes. Quando eu frequentava a universidade, eu via muitas meninas com roupas, que ressaltavam seus corpos sarados de academia, como blusinhas sem manga e saias jeans curtíssimas. Nas proximidades do verão era e é muito normal encontrarmos jovens vestidas desse jeito. Indecente? É, mas já faz parte da rotina nas universidades. Elas agradecem por terem essa liberdade. E eles também.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um lugar para reflexão

Se existe um lugar onde gosto de refletir idéias é no cabeleireiro. Pode parecer estranho, mas é verdade. Costumeiramente onde corto meu cabelo, ao me sentar na cadeira, olho para frente e vejo o espelho refletindo minha imagem e, ao lado dele, várias folhas escritas coladas na parede com frases de filósofos de várias épocas. Sócrates, Platão, Einstein, Confúcio. Algumas das mentes mais brilhantes que deixaram suas marcas que se perpetuaram com o passar dos anos através de seus discípulos e seguidores.

É estranho encontrar um material rico desse tipo em um lugar como esse. Mas eu sinto uma paz de espírito nesse lugar que vocês não têm idéia. Lendo aquelas frases eu analiso a minha vida, minha relação com meus amigos, conhecidos e com pessoas que ainda vou conhecer. Reflito sobre o porque a sociedade está se tornando cada vez mais materialista, apegando-se a bens materiais e a dar valor apenas as pessoas pelo que elas têm, e não, pelo que elas são. Isso resume a uma frase de Gustavo de Assis que diz: "Na busca desesperada de ter, o homem esquece de ser".

Tenho pena de pessoas assim. Que não refletem suas idéias e que fazem amizades por apenas interesse. Que dão valores por coisas insignificantes que, em muitos casos, podem ser fatores principais para acabar com uma amizade ou um casamento.

Muitas vezes, pensei que me expressava de uma forma complicada, mas, definitivamente, discordo. É o vocabulário e conhecimento limitado de muitas pessoas que me fazem afirmar que são elas que são pobres de cultura, por só se importarem com coisas superficiais. Eu agradeço a Deus por ter esse senso crítico e essa fome de conhecimento, que, infelizmente, alguns rotulam como caretice.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O alimento da violência

O assunto crack ganhou destaque nos telejornais de todo o país. A droga, considerada uma das mais potentes, voltou a ser assunto nas mesas-redondas, palestras, nas conversas, nas escolas, em qualquer lugar em que esse tema precise ser discutido. O crack, junto com outras drogas, alimenta a violência em todo o país. O usuário torna-se bandido para conseguir dinheiro para comprar a droga. O traficante fatura alto com o número de pessoas que procuram por esse entorpecente.

A polícia se mostra impotente e ineficaz no combate ao tráfico. Após um helicóptero da PM ser abatido, que resultou na morte de três policiais, no Rio de Janeiro na semana passada, as ações se intensificaram na busca pelos bandidos que cometeram esse crime. O que eu considero engraçado é porque a polícia só faz isso, quando um deles é morto. Quando isso acontece com algum civil, as ações para prender os responsáveis são mais lentas.

As autoridades precisam se conscientizar que apenas a polícia não tem condições de combater o tráfico de drogas nas favelas. É preciso a intervenção do exército para intimidar os criminosos e neutralizá-los. Os bandidos empunham as armas intimidando todas as autoridades nacionais. É preciso dar um basta nesses assassinos e puní-los com todo o rigor da lei. O engraçado é que eles sabem que a lei está do lado deles, já que traficante em presídio é considerado como bandido de elite e é temido pelos outros presos.

É preciso mudanças nas leis e com urgência, antes que mais famílias sejam destruídas pelo crack. Infelizmente, vamos acompanhar nos próximos dias, semanas e meses, novas vítimas dessa droga que vão cometer crimes e destruir famílias apenas para sustentar esse vício.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Uma guerra urbana

Foto: www.globo.com

É assim o cotidiano de cariocas que moram próximos às favelas dominadas pelos chefões do tráfico de drogas. Policiais trocam tiros com bandidos em plena luz do dia. A população corre assustada para escapar de ser alvo de bala perdida. E os bandidos, no alto do morro, empunham suas armas provando que não temem as ações das autoridades.

Uma lástima saber que uma cidade, que em 2016 será sede dos Jogos Olímpicos, sofre com um problema que já não é de hoje. O assunto repercute na imprensa estrangeira que critica o Rio de janeiro porque não teve bons governos. E o tráfico de drogas, cada vez mais, impõe medo na sociedade. Usuário vira bandido a fim de conseguir dinheiro para comprar droga. E traficante se sente com plenos poderes de executar quem ele quiser. É Deus no céu e ele na terra. Deus, que para eles, é Fernandinho Beira-Mar. Prisioneiro que se alimenta as nossas custas e melhor do que muita gente desempregada, que luta para colocar comida na mesa da família.

A polícia já deu provas de que não tem condições de intimidar os criminosos. Está na hora de chamar as forças armadas para meter medo nesses bandidos que ameaçam a sociedade. Soldados do exército têm que subir os morros cariocas e neutralizar esses chefões do tráfico. Eles precisam começar a sentir medo e temer a justiça, que, no nosso país, infelizmente, protege-os. Só assim haverá mais condições de haver um final feliz nessa guerra que envergonha a nós brasileiros, e é motivo de críticas lá fora.

O Cristo Redentor, todo poderoso com seus braços esticados, parece impotente diante de uma situação em que a violência se alastra tão rápido como a gripe A, que já matou vários brasileiros esse ano. O nosso país está em uma guerra longe de acabar. A violência domina a sociedade, a corrupção a envenena e a justiça é uma ilusão.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A ausência dos pais na educação dos filhos resulta nisso

A notícia é lamentável. A cena, então, deve ter sido vergonhosa porque aconteceu no banheiro de uma escola. Dois rapazes, e uma adolescente de 13 anos saíram da sala, em horário de aula, para praticar sexo no banheiro. As cenas foram gravadas e publicadas na internet, mas já foram removidas.

Eu sei que os hormônios dos meninos e meninas nessa idade explodem, como um vulcão em erupção, mas isso não significa que locais sagrados como a escola podem ser utilizados para fazer sexo. O que aconteceu é uma vergonha para o colégio. Os estudantes não têm coragem de mostrar o rosto por ter o nome da escola envolvido em um escândalo como esse. O assunto, essa hora, está sendo comentado na comunidade do Orkut dessa instituição. Muitos devem estar chamando a jovem de "vadia", e os rapazes de "machões que só pensam com a cabeça de baixo".

Uma menina dessa idade praticando sexo com dois rapazes, o que pode ter na cabeça? Imagino a vergonha que os pais estão sentindo agora, porque, com certeza, foram ausentes na educação dessa filha, permitindo que dois bermudões se esfregassem nela. Por isso que falo, que, hoje, a expressão "princesinha do papai", já era. Rapazes que se acham os pegadores (e ainda tem garota sonsa que dá corda para lixos desse tipo, como foi o caso dessa adolescente), ao verem uma "princesinha" dando mole, vão lá e traçam. Eles querem provar a sua masculinidade e elas querem se sentir mulheres. Deprimente.